Enchantments - Prose and Poetry

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Quando Eu Atracar o meu Barco de Palavras...


No cais desconsolado que está em ti,
E lançar a minha âncora e a minha escada,
A fim de me integrar a ti completamente,
E tocar o teu mundo e a tua realidade,
Desacortinando-te, desanuviando-te,
Eu te darei uma maleta de palavras,
E uma bagagem de sentimentos,
A fim de que eu possa te presentear,
Pois o meu barco de palavras atraca
Aonde existe um porto seguro,
E onde existe um farol incandeiado,
A fim de me mostrar o caminho,
E eu possa atracar no teu coração,
Intimamente, lucidamente,
Sem precisar de um rebocador,
Pois sou capitão-mor da poesia.

Não me Imponha...


A poesia floreada, repleta de rimas,
Os versos com estrofes acadêmicas,
Com decassílabas, com dodecassílabos,
Nem o sonetinho amoroso e romântico,
Que exagera nas palavras doces,
Não me imponha o formal,
Pois eu sou um pássaro livre,
Que não aceita gaiola,
E nem tampouco ração,
E a minha morada 
É a Liberdade.
   

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Lançamento do Livro de Contos: O Amor, A Espada e a Honra.



Já está à venda o meu quinto livro de ficção chamado "O Amor, a Espada e a Honra", que foi publicado pela Editora Bookess. À princípio, está disponível apenas no formato digital (e-book). Fiquem à vontade para adquiri-lo no site da editora. O preço da obra é R$ 13,83.
Um fraterno abraço. 
Fábio Pacheco. 
Recife, 04/11/16.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Não Te Receias de Mim...


Pois eu sou apenas um pássaro,
À espera do crepúsculo tropical.
Sou um albatroz que pesca o seu peixe,
Envolvido em seu trabalho inglório.
Ou um pelicano que namora o Sol,
E que não tem medo do quebra-mar.
Portanto, não te receias de mim,
Quiçá eu seja apenas um sargaço marinho,
Que navega de acordo com a correnteza,
E que tem por destino as areias da praia.
Porventura eu seja apenas a brisa do mar,
Ao mesmo tempo tão presente na orla
E tão invisível.

Concerto ao Maledicente


Quando a boca suja e corruptora,
Desejar-te a ruína moral,
E depreciar a tua reputação,
Com palavras escuras,
Não ligas, não te importas,
Canta para o maledicente
A Opereta da Piedade.
E pede que toquem
O Concerto da Indiferença.
Só conhece a embarcação
Quem nela navega.

Lembrar-me-ei de Ti...


Mão estendida, solícita,
Quando a colheita chegar,
E eu puder usufruir da lavoura,
Nela estão os meus sonhos,
Tão açoitados, tão ofendidos,
Desconfigurados pelo mundo,
Mas, ainda assim, subsistem,
Lembrar-me-ei de ti, filantropo,
Mão estendida a minha pessoa,
Honrando-me como ser humano.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Poeta Rupreste...


Silvestre, agreste...
Do pomar da Natureza,
Usufruo intensamente.
Mas, ainda assim, confesso:
Sou apenas um espelho
Rudimentar, tosco,
A espelhar o que é belo,
E o meu artifício são os versos,
Revoada de palavras ao espaço,
A querer, presunçosamente,
Abarcar o inarbarcável.