Blog destinado à produção poética, literária e filosófica do escritor recifense Fábio Pacheco. Sejam todos bem-vindos. Translation: Blog for the poetic, literary and philosophical of writer recifense Fábio Pacheco. All are welcome. Traducción: Blog de lo poético, literario y filosófico do escritor recifense Fábio Pacheco. Todos son bienvenidos.
Enchantments - Prose and Poetry
quarta-feira, 6 de julho de 2016
O Inverno e o Mar
O céu metarmofoseia-se da cor púrpura
Para uma cor acinzentada, plúmbea.
O calor se esvai e o frio é o maestro,
A brisa tropical arrefece-se diante da costa
E todos os biquínis se transformam em moletons,
E a areia da praia é abandonada,
O pescador sai de casa à contragosto,
Pois o seu ofício lhe convoca,
A noite invernal é algo pujante,
Eventualmente, um casal de namorados
Toma coragem e passeia pela praia
Abraçados, quase colados entre si,
E algum cachorro caminha, arrepiado,
Em busca de algum peixe morto.
E a música ouvida nessa paisagem
É a da tempestade que se avizinha,
Que abarca tudo que é tangível.
Abstraio-me de tudo isso e confesso:
Como é belo o nosso inverno.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Aprecio as Grandes Paisagens...
Do mar azul dos trópicos,
que surpreende qualquer estrangeiro,
Das montanhas escarpadas,
que mostram o quanto somos pequenos,
Do deserto, com as suas dunas,
que parecem abarcar os nossos olhos,
Do céu estrelado e infinito,
que nos oferece o que é pujante,
Aprecio as grandes paisagens,
pois elas nos oferecem a escala
da Divindade.
Não me Ofereça...
O desassossego, a festa, a algazarra,
Lamento, mas não bebo da fonte do tumulto,
Sou amante do silêncio e da mansidão,
Apreciador do som que vem do mar e da mata,
Portanto, não me ofereça a bandeja
vermelha da inquietação, do alvoroço,
Pois eu me transformo, a um só golpe,
Em um albatroz que foge para o mar,
A fim de sentir a brisa e o Sol,
Ou então em uma arara azul da floresta,
Que almeja apenas o galho de uma árvore,
Pois eu sou o poeta da quietude.
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Quando um Jangadeiro...
Chegar na praia com a sua rede
quase vazia, seca de vida,
pois os peixes apagaram-se,
por falta de amor dos homens,
e não puderam mais nadar,
nem acasalar, nem comer,
não possuírem mais cores,
nem tamanhos variados,
muito menos vários nomes.
E a baleia jubart
não puder mais cantar
a opereta dos mares
para a sua fêmea.
E os golfinhos, sagazes,
deixarem de ser acrobatas
e naturalmente brincalhões
para virarem peças de
museus empoeirados
e pouco visitados.
Então, enfim, o mar,
velho senhor azul,
Não será mais o mar,
será apenas um
amontoado de água.
Em Brasília...
Existem Robin Hoods, pseudo-santos,
Outros se julgam bastiões da moralidade,
Mas logo mostram o podridão das suas almas,
Ainda outros, consideram-se donos do poder,
Acima de tudo e de todos, tais quais deuses,
Outros ainda perdem, mas não sabem perder,
E esperneiam, reclamando como crianças,
Todos habitam o Planalto Central,
Na centralidade do Brasil,
Sendo o centro das atenções,
Das desatenções:
E das decepções.
Outros se julgam bastiões da moralidade,
Mas logo mostram o podridão das suas almas,
Ainda outros, consideram-se donos do poder,
Acima de tudo e de todos, tais quais deuses,
Outros ainda perdem, mas não sabem perder,
E esperneiam, reclamando como crianças,
Todos habitam o Planalto Central,
Na centralidade do Brasil,
Sendo o centro das atenções,
Das desatenções:
E das decepções.
Contemplação Noturna da Praia
Quando a Lua cheia surgir no horizonte,
E refletir a sua alvura no mar tropical,
Fazendo brilhar as espumas das ondas
Incandeiando as areias da costa
Provocando o surgimento dos peixes,
Que querem ver a beleza do astro,
Arquétipo de uma noite premiada
E a coruja levantar vôo das árvores,
A fim de contemplar mais de perto
A presença inaudita da Lua
E a própria maré for seduzida
E mudar o seu temperamento
Por causa da Dama da Noite
E os caranguejos saírem das suas tocas
Pensando inocentemente que já é dia
E o velho pescador, em sua plenitude,
Jogar a sua rede no mar,
A fim de abarcar o seu pão
E a brisa do mar invadir a praia
Assanhando os cabelos das mulheres
Então, enfim, haverá surgido
O momento do poeta dar a luz
A poesia.
E refletir a sua alvura no mar tropical,
Fazendo brilhar as espumas das ondas
Incandeiando as areias da costa
Provocando o surgimento dos peixes,
Que querem ver a beleza do astro,
Arquétipo de uma noite premiada
E a coruja levantar vôo das árvores,
A fim de contemplar mais de perto
A presença inaudita da Lua
E a própria maré for seduzida
E mudar o seu temperamento
Por causa da Dama da Noite
E os caranguejos saírem das suas tocas
Pensando inocentemente que já é dia
E o velho pescador, em sua plenitude,
Jogar a sua rede no mar,
A fim de abarcar o seu pão
E a brisa do mar invadir a praia
Assanhando os cabelos das mulheres
Então, enfim, haverá surgido
O momento do poeta dar a luz
A poesia.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Mulher na Praia
Mergulhas no mar azul,
Tal qual uma ninfa marinha,
Tua pele é resplandecente,
Da cor de púrpura,
Teu biquíni é finíssimo,
Chamando a atenção
Dos homens: tuas vítimas,
Teu corpo lembra a de uma
Deusa grega, talvez Afrodite,
Teus cabelos, cor de ouro,
Reluzem aos olhos de todos,
Parece que tu mesma é o Sol,
Ao sair da praia, seminua,
As próprias sereias te invejam,
Sensualidade é o teu sobrenome,
E o teu nome se chama Desejo,
A brisa da praia te cobre com alegria,
E onde pisas nasce uma rosa vermelha,
Se pudesses, pisarias o mundo todo,
E todo o mundo tornar-se-ia um roseiral,
Então, deita-te na tua toalha,
Imponente, indecente, indolente,
A fim de que o Sol tenha a regalia
De te bronzear, avermelhar-te,
Quiçá o próprio Netuno te deseje,
E te leve para ser a rainha dos oceanos:
Mulher na praia.
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