Enchantments - Prose and Poetry

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sobre a Situação Carcerária do Brasil



Mais duas rebeliões de detentos foram eclodidas no nosso estado de PE. Parecem ter sido programadas sincronicamente. Acredito que só existe uma solução que possa ter sucesso a respeito desse antigo problema: a privatização de todas as unidades prisionais do Brasil. Isso pode ser executado por meio de PPP's (Parcerias Público-privadas), certamente, reduziriam os custos da gestão pública e melhorariam significativamente a qualidade da infraestrutura prisional. Esse processo já é uma realidade nos países desenvolvidos, como os que compõem a Europa e os EUA. Chega de paliativos que desperdiçam o dinheiro público e não resolvem o problema. É preciso ser modificada a cultura da presídio público, pois é algo ultrapassado, dispendioso e improdutivo. E, portanto, não cabe mais em um Estado democrático de direito.




sábado, 17 de janeiro de 2015

Mergulho em Ti




Dispo-me, pois quero mergulhar em ti,
Alongo-me, aqueço-me, estico-me todo,
Preparo-me para esse mergulho olímpico,
E, depois de aquecido, posiciono-me atleticamente,
Para que assim eu possa usufruir do mar da luxúria.

Acerca da Hipocrisia Alimentar





Existem pessoas que tem o péssimo costume de fingir que “comem bem”. Explico-me. São criaturas que se julgam virtuosas no que diz respeito à alimentação. Elas apresentam a todos os seus conhecidos e parentes pratos altamente saudáveis, repletos de frutas e verduras e afirmam orgulhosamente: “Ah, esse é o prato que eu como no café da manhã.” ou “Essa é a minha dieta alimentar no horário do almoço. Aprendam comigo.” Contudo, a maioria delas está apenas mentindo, fazendo propaganda enganosa do que comem. E, dessa forma, expõem publicamente apenas o que comem raramente, ou de vez em quando, e não o cardápio dos seus cotidianos.
Na frente dos outros, comem um belo prato de frutas e verduras e quando estão sozinhas comem uma feijoada, uma lasanha ou um pernil bem gorduroso. Pois as mesmas pretendem utilizar a bandeira do politicamente correto no que diz respeito à gastronomia. A isso eu denomino de hipocrisia alimentar, e é algo que está bem na moda atualmente, é só observarmos ao nosso redor. Existem postagens nas redes sociais que testemunham esse fenômeno diariamente. E, nesse sentido, posso concluir dizendo o seguinte: prefiro comer o meu velho e saudável arroz com feijão e ser sincero comigo e com os outros do que simular uma refeição vegetariana e, no final das contas, fazer apenas papel de ridículo, elitista e modista.
 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Reveillon Junto a Ti



Quando as luzes dos fogos resplandecerem no céu,
No momento em que as pessoas estiverem de branco,
No instante em que os expectadores se encontrarem na praia,
A fim de contemplarem a beleza da festa da virada de ano,
Eu estarei junto a ti, de mãos dadas, contemplando-te,
Mais a ti do que aos fogos, pois pra mim a luz está em ti.

Pouco a Pouco...



A água fura uma pedra e derrete um iceberg,
Uma tropa de formigas come um bolo todo,
Pouco a pouco o Sol se põe no horizonte,
E uma idosa sobe uma grande escadaria,
E um conjunto de páginas vira um livro,
Pouco a pouco tudo pode ser realizado,
Até mesmo a materialização de um sonho.


domingo, 21 de dezembro de 2014

A Pertinência entre a Aristocracia e a Meritocracia




A aristocracia comandou toda a população ocidental por dezenas de séculos. É dela que surgiram os reis, os príncipes, os duques, os condes, os marqueses, dentre outros personagens significativos da nobreza. Imbuídos das suas terras, tesouros e sangue azul (ascendência aristocrática) eles impunham os seus objetivos aos escravos, aos camponeses e aos homens livres. Na maioria das vezes, era composta por pessoas evidentemente vaidosas e egocêntricas. E deixavam esse comportamento transparecer nas suas roupas elegantes e caras, nas suas pomposas carruagens, na arquitetura ornamentada dos seus palácios, palacetes e castelos. Elas eram utilizadas como símbolos hierárquicos de poder, que cumpriam o papel de as diferenciar das classes mais baixas da sociedade.
Com o advento da burguesia mercantilista, da Revolução Industrial e da Revolução Francesa, a aristocracia começou a entrar em declínio, acentuando a sua derrocada e quase extinção no início do século XX. Foi nesse momento que começou a se fortalecer a meritocracia, que é valorização do homem utilizando como parâmetro a sua formação acadêmica, os seus títulos de ensino superior, universitário. O que aconteceu foi uma lenta substituição da cultura do título de nobreza, secular e fundiário, pela cultura do título acadêmico, universitário e profissional.
Na verdade, foi uma mudança do símbolo, mas não do valor socioeconômico que ele pode fornecer ao seu detentor. O título, como um importante elemento de barganha social e de status quo, apenas se modifica para atender as novas demandas técnicas, científicas e econômicas que surgiram com o conturbado e próspero século XX. Então, dito isto, pode-se seguramente afirmar que a aristocracia de ontem é a meritocracia de hoje. Não se modificaram os personagens, as classes sociais, os valores sociais e o comportamento das pessoas envolvidas, o que se metamorfoseou fora tão somente a nomenclatura e o objetivo final do referido título. E, no final das contas, é evidente que o poder socioeconômico sempre emanou do papel, do título legal, seja ele aristocrático ou universitário, e que fornece autoridade e credibilidade ao seu portador.

Afrontamento



A vida é um constante afrontamento,
Da juventude à velhice,
Não existe nada que evite esse episódio,
Somos seres afrontados,
Pelos homens, pelas situações; por tudo.