Mais duas rebeliões de detentos foram eclodidas no nosso estado de PE. Parecem ter sido programadas sincronicamente. Acredito que só existe uma solução que possa ter sucesso a respeito desse antigo problema: a privatização de todas as unidades prisionais do Brasil. Isso pode ser executado por meio de PPP's (Parcerias Público-privadas), certamente, reduziriam os custos da gestão pública e melhorariam significativamente a qualidade da infraestrutura prisional. Esse processo já é uma realidade nos países desenvolvidos, como os que compõem a Europa e os EUA. Chega de paliativos que desperdiçam o dinheiro público e não resolvem o problema. É preciso ser modificada a cultura da presídio público, pois é algo ultrapassado, dispendioso e improdutivo. E, portanto, não cabe mais em um Estado democrático de direito.
Blog destinado à produção poética, literária e filosófica do escritor recifense Fábio Pacheco. Sejam todos bem-vindos. Translation: Blog for the poetic, literary and philosophical of writer recifense Fábio Pacheco. All are welcome. Traducción: Blog de lo poético, literario y filosófico do escritor recifense Fábio Pacheco. Todos son bienvenidos.
Enchantments - Prose and Poetry
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
sábado, 17 de janeiro de 2015
Mergulho em Ti
Dispo-me,
pois quero mergulhar em ti,
Alongo-me,
aqueço-me, estico-me todo,
Preparo-me
para esse mergulho olímpico,
E,
depois de aquecido, posiciono-me atleticamente,
Para
que assim eu possa usufruir do mar da luxúria.
Acerca da Hipocrisia Alimentar
Existem pessoas que tem o péssimo costume de fingir que “comem bem”. Explico-me. São criaturas que se julgam virtuosas no que diz respeito à alimentação. Elas apresentam a todos os seus conhecidos e parentes pratos altamente saudáveis, repletos de frutas e verduras e afirmam orgulhosamente: “Ah, esse é o prato que eu como no café da manhã.” ou “Essa é a minha dieta alimentar no horário do almoço. Aprendam comigo.” Contudo, a maioria delas está apenas mentindo, fazendo propaganda enganosa do que comem. E, dessa forma, expõem publicamente apenas o que comem raramente, ou de vez em quando, e não o cardápio dos seus cotidianos.
Na
frente dos outros, comem um belo prato de frutas e verduras e quando
estão sozinhas comem uma feijoada, uma lasanha ou um pernil bem
gorduroso. Pois as mesmas pretendem utilizar a bandeira do
politicamente correto no que diz respeito à gastronomia. A isso eu
denomino de hipocrisia alimentar, e é algo que está bem na moda
atualmente, é só observarmos ao nosso redor. Existem postagens nas
redes sociais que testemunham esse fenômeno diariamente. E, nesse
sentido, posso concluir dizendo o seguinte: prefiro comer o meu velho
e saudável arroz com feijão e ser sincero comigo e com os outros do
que simular uma refeição vegetariana e, no final das contas, fazer
apenas papel de ridículo, elitista e modista.
sábado, 27 de dezembro de 2014
Reveillon Junto a Ti
Quando
as luzes dos fogos resplandecerem no céu,
No
momento em que as pessoas estiverem de branco,
No
instante em que os expectadores se encontrarem na praia,
A
fim de contemplarem a beleza da festa da virada de ano,
Eu
estarei junto a ti, de mãos dadas, contemplando-te,
Mais
a ti do que aos fogos, pois pra mim a luz está em ti.
Pouco a Pouco...
A
água fura uma pedra e derrete um iceberg,
Uma
tropa de formigas come um bolo todo,
Pouco
a pouco o Sol se põe no horizonte,
E
uma idosa sobe uma grande escadaria,
E
um conjunto de páginas vira um livro,
Pouco
a pouco tudo pode ser realizado,
Até
mesmo a materialização de um sonho.
domingo, 21 de dezembro de 2014
A Pertinência entre a Aristocracia e a Meritocracia
A
aristocracia comandou toda a população ocidental por dezenas de
séculos. É dela que surgiram os reis, os príncipes, os duques, os
condes, os marqueses, dentre outros personagens significativos da
nobreza. Imbuídos das suas terras, tesouros e sangue azul
(ascendência aristocrática) eles impunham os seus objetivos aos
escravos, aos camponeses e aos homens livres. Na maioria das vezes,
era composta por pessoas evidentemente vaidosas e egocêntricas. E
deixavam esse comportamento transparecer nas suas roupas elegantes e
caras, nas suas pomposas carruagens, na arquitetura ornamentada dos
seus palácios, palacetes e castelos. Elas eram utilizadas como
símbolos hierárquicos de poder, que cumpriam o papel de as
diferenciar das classes mais baixas da sociedade.
Com
o advento da burguesia mercantilista, da Revolução Industrial e da
Revolução Francesa, a aristocracia começou a entrar em declínio,
acentuando a sua derrocada e quase extinção no início do século
XX. Foi nesse momento que começou a se fortalecer a meritocracia,
que é valorização do homem utilizando como parâmetro a sua
formação acadêmica, os seus títulos de ensino superior,
universitário. O que aconteceu foi uma lenta substituição da
cultura do título de nobreza, secular e fundiário, pela cultura do
título acadêmico, universitário e profissional.
Na
verdade, foi uma mudança do símbolo, mas não do valor
socioeconômico que ele pode fornecer ao seu detentor. O título,
como um importante elemento de barganha social e de status quo,
apenas se modifica para atender as novas demandas técnicas,
científicas e econômicas que surgiram com o conturbado e próspero
século XX. Então, dito isto, pode-se seguramente afirmar que a
aristocracia de ontem é a meritocracia de hoje. Não se modificaram
os personagens, as classes sociais, os valores sociais e o
comportamento das pessoas envolvidas, o que se metamorfoseou fora tão
somente a nomenclatura e o objetivo final do referido título. E, no
final das contas, é evidente que o poder socioeconômico sempre
emanou do papel, do título legal, seja ele aristocrático ou
universitário, e que fornece autoridade e credibilidade ao seu
portador.
Afrontamento
A
vida é um constante afrontamento,
Da
juventude à velhice,
Não
existe nada que evite esse episódio,
Somos
seres afrontados,
Pelos
homens, pelas situações; por tudo.
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