Enchantments - Prose and Poetry

domingo, 21 de dezembro de 2014

Quebra os teus Grilhões



Não te escravizes ao que não te agrada,
Nem tampouco te oprimes com o desnecessário,
Quebra as correntes que te afligem, parte-as,
Destrói a opressão que te impuseram; és livre,
Suprime o compromisso que te foi imposto,
Pelos teus pais, pelos teus amigos, pela sociedade,
Não precisas te prender ao que não te agrada,
Não és pior do que ninguém, és sim especial,
Levanta-te, ergue o teu semblante; o mundo é belo!
Por conseguinte, sejas dono de si mesmo,
E sinta o honroso prazer da liberdade.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Em Defesa de uma Cultura de Paz


Ao longo de dezenas de séculos, o ser humano evoluiu tendo como fio condutor a violência, a agressividade. Desde os tempos que habitava as cavernas, sempre utilizou da força bruta para realizar os objetivos do seu cotidiano como, por exemplo, capturar e matar uma presa que serviria como alimento, defender a sua família e a sua tribo da invasão de outro grupo na área que habitava, dentre outras atividades. Possivelmente, espelhando-se nos animais irracionais, os homens agiam com a força bruta orgulhosamente a fim de mostrarem a sua autoridade perante os outros. Faziam isso instintivamente, assim como um leão faz para demarcar o seu território.
Contudo, com o passar do tempo, essa necessidade perdeu a sua função primária de sobrevivência e recebeu a influência dos sentimentos negativos como a ambição, o orgulho, a inveja, a mentira e etc. Eclodiram-se centenas de guerras por causa do desejo de alguns que não se satisfaziam com o que tinham. Quantas e quantas pessoas morreram pela espada e pelo revolver. Quantas mães e esposas choraram por causa da violência cometida contra os seus entes queridos. O planeta Terra já foi banhado milhares de vezes com o sangue dos seres humanos, mortos em combate por motivos pífios e egoístas. Essencialmente, a violência é gerada pela impulsividade, pelo ato insensato de a cometer sem pensar nas tristes consequências. Agredir o outro por motivos insignificantes, inferiores, ou pelo simples prazer de o fazer: eis algo corrente nos dias de hoje.
É preciso seguirmos uma cultura de paz. É necessário acabarmos com a violência de todos os gêneros e em todas as esferas, a fim de que possamos evoluir espiritualmente. O ser humano deve procurar o caminho da paz e do entendimento, pois a violência gera violência, tal como disse o Nosso Senhor Jesus Cristo. A postura mansa, pacata, pacifista é a postura ideal para esse novo milênio. Chegou a hora do ser humano procurar evoluir interiormente e dar uma menor atenção a evolução material, pois para essa última o barco do progresso já segue o seu curso natural. É preciso olharmos para dentro de nós mesmos e enxergarmos o nosso interior e de lá subtrairmos o sentimento negativo da violência. E, assim, considerarmos o nosso semelhante como um ser que precisa ser respeitado fisicamente e moralmente, e independente do que ele nos fez. Precisamos cortar definitivamente essa âncora que não nos deixa evoluir, progredir espiritualmente. Pois nenhuma violência se justifica e, portanto, ela precisa ser deixada no nosso passado histórico.

Depois da Tempestade



Após a desolação tomar conta da alma,
Não sobrando nada em pé, a não ser a dignidade,
Após a agressividade das palavras serem sopradas,
Ao pé do olvido, ao pé da consciência, ao pé da honra,
Vem, por conseguinte, o sossego, o santo silêncio,
E da desconstrução vem a construção,
E dos escombros vem as novas edificações,
E da tempestade vem a bonança.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Seres Sugestionados




Criaturas induzidas a seguirem o caminho que não é o seu,
Indivíduos anulados pela opinião do seu semelhante,
Ausentes de voz, ausentes de sonhos, ausentes de pernas,
Excluídas de toda liberdade e de todo o livre arbítrio,
Assim é a grande massa dos seres sugestionados.

Evadir-se



Todo mundo precisa evadir-se,
Em algum momento, em algum lugar,
Todo mundo precisa esconder-se,
De si mesmo e de suas obrigações,
A fim de que depois de foragido,
Possa encontrar a si mesmo,
Dentro da rica floresta
Que se chama consciência.    

Solicitude



Quando os teus amigos te ajudam com algo,
Agradece-os e agradece-te,
Quando os teus pais te dão uma assistência,
Agradece-os e agradece-te,
Quando a tua esposa te auxilia com amor,
Agradece-a e agradece-te,
E quando Deus te oferece uma Graça Divina,
Agradece-o e agradece-o,
Duas, três, quatro; incontáveis vezes.

sábado, 15 de novembro de 2014

Janela Aberta




Contemplo-te ao longe, discreta,
Mas estás lá, viva, iluminando a escuridão,
Não consigo visualizar o que há no teu interior,
Ainda caminho pelo bosque da persistência,
Seguindo o duro percurso dos obstinados,
Mas estás lá, convidativa, solícita,
Oferecendo-me algum consolo,
A tempestade do medo já me açoitou,
Várias vezes, impiedosamente,
Mas eu sigo em frente, intransigente,
“Keep walking” como diz a propaganda,
Molhado, abatido pelo destino,
Querendo, enfim, alcançar a ti:
Janela aberta.