Enchantments - Prose and Poetry

sábado, 6 de setembro de 2014

Vestida de Vermelho


Estás revestida com a cor do sangue e da vida,
Tua beleza fica evidenciada com essa cor rubra,
Vermelho é a cor da força, da agitação, da emoção,
Vermelho é a cor da paixão, torrente da vida,
Que é o sentimento que tenho por ti.

Sorrisos Político-eleitoreiros (e Interesseiros)


Espalham-se e estampam-se pelas cidades
Caminhões repletos de sorrisos engravatados,
Sorrisos que querem o meu e o seu voto;
Sorrisos que valem altíssimos salários;
Sorrisos que valem grandes regalias;
- E que seduzem o povo brasileiro -
Sorrisos com números e ambições;
Sorrisos com registros em partidos;
Sorrisos perfeitos, vindos do Photoshop;
Sorrisos digitais, cordiais, e enfim...
Na maioria das vezes, sorrisos falsos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Vestida de Verde




Contemplo-te vestida de esperança,
Estás majestosa com esse teu vestido,
Incorporastes a natureza em tua alma,
Simbolizas a beleza da nossa flora,
Deixa-me, então, ser aventureiro em ti,
Autoriza-me a ser um bandeirante,
Permita-me ser um desbravador...
Do teu verde misterioso e belo.

Juventude Apressada (e Desnorteada)



Corre pra lá, corre pra cá,
Aspira isso, aspira aquilo,
Esmagando tudo pelo caminho,
Intransigente, indiferente,
Inconsequente, indolente,
Quer ir pro norte, quer ir pro sul,
Almeja o mundo todo para si e...
No final das contas, almeja nada!


sábado, 23 de agosto de 2014

Vestida de Azul



Contemplo-te vestida com a cor do céu,
Estás toda de azul, azul celeste,
Revestiste-te com a cor do mar tropical,
Nesse vestido longo que veste,
Vejo em ti a beleza majestosa que nos cerca,
E que a natureza em ti investe,  
E estou certo de que a tua alma é azul,
És uma paisagem bela e agreste,
Que por completo me envolve e me seduz!

*Poesia que faz parte da "Trilogia Poética das Cores".

Gosto quando você sorri para mim...




Quando os teus lábios se abrem e mostram os teus dentes,
É como se o paraíso apresentasse plenamente a sua beleza,
O teu sorriso é objeto divino, luz que alegra a minha vida,
Consolando-me nos momentos em que me abate a tristeza,
Candeeiro que envolve a minha alma, transformando-me,
E confirmando, de forma sincera, que és a minha alteza.

Acerca das Gírias e dos Palavrões



Quando estou em um espaço público qualquer, às vezes me deparo com pessoas que utilizam as gírias e os palavrões de uma forma intensa. A juventude adora esses instrumentos da língua portuguesa. Alguns estudiosos do assunto afirmam que isso ocorre porque é uma fase da vida onde o indivíduo deseja uma autoafirmação no grupo o qual está inserido. E, portanto, um palavrão e uma gíria impõem algum tipo de respeito perante os outros componentes do seu círculo social. Observa-se também que o uso desses termos varia de acordo com a classe social e cultural o qual a pessoa está estabelecida. De acordo com o aumento da cultura e da renda financeira do cidadão, o uso do palavrão e da gíria diminui progressivamente. Além disso, as rígidas regras morais das religiões também contribuem bastante na redução do uso desses elementos da expressão popular. 

Pessoalmente, acredito que esses termos têm um valor acessório na expressão de uma língua e que, certamente, podem ser extintos sem prejuízo na troca de informações entre as pessoas. No entanto, como todos os países democráticos autorizam e promovem a liberdade de expressão para o seu povo, seria algo injusto a supressão desse direito individual. Olhando por outro lado, é inegável a criatividade desses termos e o conseqüente enriquecimento das línguas nacionais. E, nesse sentido, diariamente surgem novos palavrões e gírias que oxigenam a linguagem popular, alguns deles são engraçados, ou exóticos, e outros nem tanto assim. Enfim, a gíria e o palavrão estão aí, nas nossas ruas, disponíveis para qualquer pessoa que sabe falar, e até mesmo para os deficientes auditivos que usam o sistema LIBRAS. E o uso é algo corriqueiro, e aceitável, em quase todas as nações que se espalham pelo planeta Terra.